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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Pelas Barrancas do Rio Madeira


Nos dias de 31/07 a 06/08/12, a Equipe Missionária do Beiradão,  coordenada por Ir. Iandra J. Conrado - IFAP, Rodrigo Martins,  estagiário de Pastoral, juntamente com os dois barqueiros estivemos visitando o setor de Baltazar. Objetivo: visita formativa.  Tema: "O mundo atual e suas consequências"...
Fomos muito bem acolhidos. Encontramos muitas mulheres e crianças, a maioria dos homens encontra-se no garimpo, nesta época do ano, em busca de recursos alternativos  de subsistência. Após a celebração foi  entregue a carta de Dom Francisco Merkel que trata da "educação política", provocando a reflexão e a responsabilidade da comunidade e pessoal dos cristãos, visando o bem comum do Município e o da comunidade. A seguir, foi feito o convite para a acolhida da Cruz Peregrina e do Ícone de Maria (JMJ - Rio 2013), cuja concentração que se dará em Santa Rosa no dia 10/08/12. 
Minhas impressões pessoais: Povo que naturalmente celebra com a vida, agradecendo e acolhendo na alegria e na partilha de seus bens. Povo que vive a esperança lutando pelos seus direitos e buscando a superação dos desafios mais recentes, com titulação de terras, transportes, saúde, educação, entre outros. Povo agradecido à equipe Missionária que, ao longo mais de década, forjou a unidade e a solidariedade nas comunidades, fundamentadas em Jesus Cristo e seu Evangelho.  
O trabalho “silencioso” e o testemunho das irmã Angélica  marca visivelmente a Fé, a Esperança e Caridade das comunidades ribeirinhas.
Rodrigo Martins

domingo, 27 de maio de 2012

Pelas Barrancas do Rio Madeira


A   ALEGRIA  DE SER MISSIONÁRIO  NO RIO  MADEIRA

Há  seis anos, trabalho como missionário  Espiritano no Amazonas. Ao longo destes anos, andei  percebendo que fui ordenado Padre para trabalhar com as comunidades ribeirinhas, trabalho que se tornou minha paixão e que faço com amor. Assim, depois de muitos anos de trabalho com as comunidades do Rio Solimões, cheguei na Diocese de  Humaitá e no dia 26 de abril, saí  para a primeira  visita no Rio Madeira, junto com a equipe do  beiradão da qual faço doravante parte.  Já visitamos as comunidades do percurso Baltazar  e do percurso Carapanatuba, cerca de 40 comunidades.
Além da riqueza da vida comunitária da equipe, do caloroso encontro  com os ribeirinhos, da celebrações dos sacramentos da Eucaristia, do batismo e do matrimônio, da partilha das luzes e sombras da vida nas margens do rio, da beleza da natureza nos lagos, admirei o bonito trabalho que as Irmãs Franciscanas do Apostolado paroquial  fizeram e fazem, desde a Ir Angélica e outras, e agora a Irmã Iandra. A maioria das comunidades são bem organizadas, animadas e comprometidas com o Reino de Deus na sua vivencia de fé.  Agora, sinto profundamente  a alegria de fazer parte desta história, alegria de trabalhar numa realidade onde se expressa a especificidade da Congregação do  Espirito Santo, enfim, a alegria de ser missionário no Rio Madeira


Pe Cristiano ZAUG, CSSp

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Pelas Barrancas do Rio Madeira

 A Equipe missionária do Beiradão Ir Iandra j Conrado, Frei Moacir Busarello e os barqueiros: Sebastião e Salvador, celebraram a Páscoa da Ressureição, pelas margens do Rio Madeira e lagos. Aos dias 03 a 15, visitando 22 comunidades, desde Mergulhão a São Salvador.
 Foi momentos fortes de Fé e experiência concreta do Cristo Ressuscitado junto ao povo Ribeirinho. Desde a acolhida calorosa, a partilha de bens até o "voltem sempre", comprovam a eficácia da ação missionária da igreja, particularmente dos últimos 11 anos, junto as famílias que vivem harmoniosamente com bela e imensa vastidão das águas, das florestas em comunidades.

Vivências:
As Celebrações da Semana Santa e Páscoa, com tonalidades das tradições culturais, impressionam pela pureza de fé e simplicidade. Com suas lideranças institucionalizadas ou espontâneas, crianças, jovens, adultos e anciãos, revelam a capacidade criativa e servidora. Cada comunidade, desde as mais estruturadas até as mais humildes, expressou o eixo de gravitação é o Jesus da Cruz e da vida resgatada-Cristo Ressuscitado.

 Assim são:
Comunidades de Fé e vida: Expressam a fé pela vivência concreta do cotidiano. Vivem a fé. as obras a confirmam. Suas expressões e agradecimento por tudo, superando os pedidos, atestam a segurança no Senhor da Saúde e de todos os bens , mesmo quando as carências, particularmente do poder público, se fazem ausentes e omisso.
Comunidades de amor: que expressa nos relacionamentos e da sociedade local;
Comunidades orante: Envolto na natureza, bela e pródiga. O encontro dominical é celebração da vida em seus diversos momentos  de louvor, de perdão e acolhida a luz da palavra de Deus.
As comunidades são  missionárias. Podemos testemunhar. "Vimos e tocamos o Senhor Ressuscitado" presente à comunidades que servimos.
                                                                           Frei Moacir Busarello.

domingo, 14 de agosto de 2011

Pelas Barrancas do Rio Madeira

Entre os dias 20 de junho a 10 de agosto a Equipe da Área Missionária do Beiradão composta pelas Irmãs Angélica Toneta, Iandra Jackline Conrado e Patricia Souza e os barqueiros Salvador e Sebastião estiveram visitando 61 comunidades localizadas na beira do Rio Madeira.
Nessa oportunidade foi refletido “A missão do batizado”, a partir do texto “Eis –me aqui para fazer a tua vontade” (Sl40,8), Missão, eleição e escolha  de Frei Carlos Mesters, OCARM. Refletindo que são inúmeras e variadas as missões que aparecem ao longo da história do povo da Bíblia e que contribuem para a realização do Projeto de Deus. Trata-se de missões especificas conseqüentes da nossa história.
O recurso maior e o mais importante de todos é a certeza que Deus dá ao chamado ou escolhido: “Eu estou com você!” Esta certeza é dada a Abraão, quando Deus diz: “Caminhe na presença”(Gn 17,1). É dada a Moisés, quando Deus diz: “Estarei com você”(Ex. 3,12). É dada aos profetas e a tantos outros (Jr 1,8). A mesma certeza foi dada a Maria: “O Senhor está com você!” (Lc 1,28)
Hoje como ontem, os problemas que dificultam a realização da missão são muitos. São de três níveis, misturados entre si: 1) Os que vem de dentro da própria pessoa: Medo (Moisés), duvida (Maria), não saber (Jeremias), sentimento de incapacidade (Moisés), perda da fala e susto (Ezequiel), cansaço (Comunidade de Éfeso); 2) Os que vêm da Comunidade: Murmurações, descontentamento, resistência (povo no deserto), calunias, contestações(Jesus), grupos e tendências diversas (Paulo),conflito de lideranças (Pulo e Timóteo) cansaço da caminhada, descrença, desanimo (Ap 2-3); 3) Os que vêm da situação, dentro da qual a pessoa e  comunidade está inserida e que é maior que ambas: situação de opressão mantida pelo sistema dos reis (Profetas), situação de fraqueza total e de cativeiro (Servo de Javé), situação de exploração criada pelo império romano (Atos), cultura totalmente diferente (Paulo em Atenas). Refletindo também o texto de II Cor,12,7-10, onde Paulo revela a comunidade suas fraquezas e a certeza “Para você basta a minha graça, pois é na fraqueza que a força manifesta todo o seu poder”
Cada um, cada uma, realiza a sua missão de acordo com a situação em que vive e de acordo com as possibilidades e recursos pessoais. Em cada um transparece igualmente o jeito pessoal e o caráter que marcam a sua maneira de realizar a missão...
Fomos muito bem acolhidas pelas lideranças das comunidades que com alegria aguardavam a chegada da equipe. Participando da celebração da Palavra e partilhando a vida com suas alegrias/conquistas e também com suas dificuldades/sofrimentos.
Ir. Patrícia

domingo, 12 de junho de 2011

Pelas Barrancas do Rio Madeira

Impressões de um Missionário
Mais uma vez tive a oportunidade de integrar a turma de Missionários, coordenada pela Ir. Angélica, e visitar as Comunidades Eclesiais de Base (CEBS) junto ao Rio Madeira. Há dois anos atrás estive em Humaitá e visitei 24 comunidades, onde pude constatar a realidade, visitar os enfermos e celebrar a Santa Missa em cada uma delas. Desta vez não foi muito diferente. Pude visitar apenas 15 comunidades, pois permaneci apenas 10 dias em missão. Mesmo assim, foi uma experiência super válida.
Mais uma vez aprendi mais do que pude ensinar. Aliás, as missões têm muito disso. Quando se vai acredita-se que se pode ensinar um tanto. Na verdade, ensina-se muito pouco e aprende-se muito. Aprendi a confiar na providência. Eles vivem um dia de cada vez. Preocupam-se com o hoje e entendem, que o amanhã a Deus pertence. Normalmente, fazem algum estoque de cereais e farinha, mas geralmente procuram a mistura para o almoço e para o jantar, a cada dia. Trata-se de uma cultura bem diferente da sulina, e bem por isso, requer de nós todo o cuidado para não agredi-los ou escandalizá-los. 
Outro elemento importante foi observar o espírito de partilha muito vivo que reina no coração daquelas comunidades. Claro que o egoísmo permanece presente em todo o ser humano, mas aí nota-se o cuidado de um para com o outro. A solidariedade é uma marca presente nessas comunidades.  Entendo que isso é também o resultado de uma boa formação que recebem os membros dessas comunidades.
 As crianças são numerosas, bonitas e todas bem cuidadas e amadas. Raramente se nota um adulto ralhando com a criança ou gritando com ela. Nota-se também um crescimento em cidadania, isto é, na consciência dos seus direitos e dos seus deveres.  Aos domingos as comunidades se reúnem para celebrar e meditar a Palavra de Deus, graças à orientação passada pela Equipe Missionária. Demonstram um grande apreço pelas irmãs e pela sua equipe missionária que os visitam e os animam a rezar e a caminhar juntos. Falam da pontualidade da Equipe missionária, dos cuidados para com eles e do amor com que desenvolvem os seus trabalhos junto a eles. Nota-se, por outro lado, a necessidade de mais de catequese, mas pouco a pouco a equipe está fazendo a sua parte e motivando os pais e professores para isso. Recordando a primeira visita que fiz em 2009 notei que está aumentando o número de escolas às margens do Madeira. Os professores e as crianças que estudam são mais numerosos e, consequentemente, mais gente está aprendendo a ler e escrever.
Como a vida não é feita só de coisas boas, constatamos os desafios das distâncias, das doenças, dos insetos, das enchentes, da queda dos barrancos do rio, das distâncias, que estão presentes. O povo, porém, com o seu jeito peculiar, os enfrentam. Para isso, contam também com a ajuda dos Missionários, das equipes de saúde e outros órgãos da prefeitura de Humaitá, que se envolvem no cuidado do povo ribeirinho.
Na linha sacramental, pudemos celebrar a Santa missa nas 15 comunidades visitadas e realizamos 36 batizados, graças a Deus.  Pude ouvir os dirigentes das comunidades recomendarem, com insistência, a necessidade de continuar trazendo para a Igreja os filhos batizados, para que possam desabrochar na fé e na vida comunitária. Falando nisso, pude ver  que mais gente está lendo a Bíblia, graças ao incentivo da Equipe Missionária. Dela extraem força e motivação para perseverar na comunidade e crescer no amor e na bondade
Pe. Arlindo Toneta (Camiliano)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

PELAS BARRANCAS DO RIO MADEIRA

Na segunda feira do dia 22 de novembro, como de costume tudo estava pronto para mais uma viagem as comunidades ribeirinhas, mas quando o nosso barco Egidio Vigano, já tão conhecido nestas barrancas foi se abastecer de combustível, um estralo desconcertante se fez ouvir e la se foi um pedaço do eixo para o fundo do rio levando consigo a palheta e deixando o barco de “bubuia”,  foi na saída, sorte nossa! Foi a Providencia Divina! Que isso aconteceu na saída, ainda o barco estava no porto. 

 Tivemos então que dividir a equipe: Ir. Angélica e eu, Frei Osni “baixamos” (descemos no barco do Caçote) e os demais ficaram para ajeitar o estrago. Mas graças a Deus deu tudo certo. Na quarta-feira  eu e Ir. Angélica, saiamos do Lago do Baetas  e foi com muita emoção que nossa equipe se reuniu com o barco já arrumado. Assim, unidos e reunidos visitamos as 20 comunidades.  No Acara o  nosso barco ficou na boca  do Lago. pois as águas estavam muito baixas.  Fomos de rabeta 3 horas a dentro,com sol e chuva nos acompanhando. Em todas as comunidades fomos acolhidos com sorrisos e abraços amazonenses, semeamos a palavra entre este povo cheio de esperança de um mundo melhor de paz e prosperidade.
                                                                                               Frei Osni Dombroski