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sábado, 16 de outubro de 2010

COMUNIDADE FILHAS DE SANTA FÉ-MANICORÉ

Visitas às Comunidades Ribeirinhas
Comunidade Cachoeirinha – Nos dias 01 a 04, Irmã Maria do Carmo acompanhou Ir. Divina à Comunidade Cachoeirinha na visita às famílias da Pastoral da Criança. Assim relatam: “Fomos bem recebidas pela Coordenadora desta pastoral que já estava nos esperando no barranco. A mesma tinha nos preparado um belo lanche com bolo e suco natural, foi muito bem vindo, pois o calor estava de arrasar, as mães aguardavam Ir. Divina no Centro Social.
O coordenador dos jovens me pegou de surpresa (Ir. Maria do Carmo), dizendo que estes me esperavam numa reunião. O que fazer para enfrentar o desafio? Como havia rezado o evangelho do dia, vi que a mensagem caía bem para a necessidade do grupo. À noite, o Ministro fez uma cobrança e distribuiu a eucaristia. Ele tem a preocupação de que a eucaristia não falte aos comunitários nos dias festivos e mesmo durante a semana. O jantar foi servido na casa do Sr. Ney e Dª Raimunda. Um casal que vive bem a relação e se preocupa com o individualismo presente na sociedade.
Passamos a noite numa casa que não é ocupada pelos moradores que preferem ficar no meio do roçado, onde se sentem bem.
No outro dia, durante as visitas encontramos muitos idosos e doentes. Às 14h, Sr. Ney nos levou para a Comunidade São João. O objetivo era o mesmo, visitar as famílias da Pastoral. O sol de rachar, numa rabeta descoberta, ao entrar no igarapé estava violento, pois os lagos estão secando e na entrada do Rio Madeira sentimos “um frio na barriga” por causa do banzeiro (fortes ondas que movimentam as águas e balançam a canoa, podendo inclusive provocar acidente). Enfim, conseguimos chegar e visitar a Comunidade São João.

Comunidades São João e Jenipapo- Nesta comunidade as mulheres vão longe buscar água, devido à seca do rio, e é grande a luta para sobreviver. Encontramos um senhor Joaquim, que tem medo de vir à cidade por causa dos carros e me perguntou: “A senhora não tem medo? Vejo aquele olho grande na minha frente” (referindo-se aos faróis dos carros). O almoço foi um peixe pescado na hora e assado na brasa. Às 14h fizemos o mesmo trajeto de volta, conduzidas pelo Sr. Júlio e Wagner, num percurso que durou 1h e 25 minutos. Chegamos à Comunidade de Porto Seguro que se festejavam a Padroeira Nossa Senhora de Fátima. Participamos da Celebração que foi animada pela Comunidade Jenipapo.  Fomos aconselhadas a passar a noite nessa comunidade, pois voltaríamos a pé, pela manhã.

 Saímos às 07h15min. E andamos 4,5km a pé, pela mata fechada. Coloquei meu Anjo da Guarda na frente para tirar todos os bichos peçonhentos (onças) do caminho. Sr. José Antonio foi de bicicleta e levou nossas bolsas, quando estávamos a caminho já o encontramos de volta. Graças a Deus, chegamos em paz e fomos recebidas na casa do Sr. Lauro e sua esposa que se encontrava em Manicoré e iria chegar depois do almoço. Foi trabalhar e nos deixou um tempinho para repousar. Depois começamos as visitas de casa em casa. Ir. Divina foi às famílias da Pastoral da Criança. Encontramos uma comunidade alegre, com o mesmo sofrimento e luta por sobrevivência. À noite, o terço fervoroso na capela, pois Nossa Senhora das Dores estava visitando esta comunidade em preparação à Festa da Padroeira em Manicoré. No dia seguinte, continuamos as visitas. À noite, fomos com a comunidade a Porto Seguro para o término da festa. Uma procissão luminosa e celebração animada por um primo do coordenador que se prepara para o Diaconato Permanente. Voltamos à meia noite e meia pelo meio da mata. Cada um com sua lanterna acesa para espantar a onça. Graças a Deus chegamos salvos. No dia seguinte, o barco que nos levaria a Manicoré às 07 da manhã, nem dormimos preocupadas com a hora. Dª Valquíria nos preparou com muito carinho um delicioso café. Saímos pelo barranco e o rio lá em baixo, a voadeira veio nos pegar e encaminhar até o barco. Louvamos a “Deus mais uma missão realizada”!

Comunidade Divino Espírito Santo – Barreira de Manicoré
No dia 18, saímos as três para visitar a Comunidade ribeirinha que fica a 4 km de Manicoré. Fizemos o percurso a pé e fomos acompanhadas por Dª Raimunda, uma vizinha, antiga moradora daquela comunidade.  Chegando ao local, o coordenador levou-nos às casas para conhecermos cada família. Embora tivéssemos comunicado anteriormente sobre a visita, alguns se encontravam no roçado e não pudemos contatar desta vez. Visitamos 14 famílias, num total de 64 pessoas.
Nesta visita percebemos como é necessária a presença da Igreja e uma evangelização mais sólida para que possa verdadeiramente ser considerada Comunidade Eclesial.

"A MESSE É GRANDE, MAS OS TRABALHADORES SÃO POUCOS..."
Que o Senhor envie mais operários para a sua messe!


Festejos em honra a Nossa Senhora das Dores
O município de Manicoré – AM parou desde o dia 06 a 15/9, para celebrar a Padroeira, Nossa Senhora das Dores. Os festejos atraíram uma multidão de devotos, vindos do interior do estado e de outras localidades. As ruas do centro foram tomadas pelas barracas e também a praça da matriz muito bem ornamentada. Todas as Comunidades foram envolvidas na programação, responsabilizando-se pela animação da liturgia, procissões, barracas típicas, etc. Momento forte de evangelização e compromisso dos cristãos com a caminhada da Igreja local. Bonito ver a devoção do povo amazonense à Mãe das Dores, percorrendo longas caminhadas pelas ruas da cidade.

Festa da Melancia

A tradicional Festa da Melancia e a Exposição Agropecuária (EXPOMANI) do município de Manicoré, aconteceram simultaneamente nos dias 24, 25 e 26 de setembro no Parque de Exposições Domingos Galdino de Melo.

Criada em 1993, a festa da melancia inicialmente acontecia em frente à Praça da Bandeira. Em 1994 passou a ser festejada no parque de Exposição Domingos Galdino de Melo. O evento visa promover o município de Manicoré, incentivando a produção de melancia e contribuindo para o melhoramento dos produtores rurais, gerando emprego, renda e oportunizando ao mesmo tempo, espaços para a realização de uma grande festa com concursos, shows musicais, danças, exposições, artesanatos, moveis dentre outras atrações.

A exposição agropecuária é uma feira que se realiza juntamente com a Festa da Melancia e que visa oportunizar compras e vendas de animais por produtores de várias regiões do país. O cronograma do evento garante espaços para vários tipos de atrações: apresentação de montarias (rodeio), a escolha da “Rainha do Rodeio”, da “Rainha da Melancia” e o concurso da maior melancia.
fonte: O curumim
Pastoral Carcerária
Ir. Lourdes e a equipe da Pastoral Carcerária aproveitaram este mês para planejar e articular melhor esta Pastoral em Manicoré. Revimos o planejamento existente e procuramos envolver mais as pessoas engajadas para responder aos desafios que não são poucos.
Ir. Ivonete, Coordenadora Pastoral da Diocese esteve conosco ouvindo-nos e dando-nos sugestões para um maior serviço.
O que estamos fazendo:
Æ Confraternização e almoço com a presença das famílias.
Æ Marcando exames e consulta para os presos.
Æ Solicitando a presença do médico para atendimento aos presos no local.
Æ Doação de mangueira para fornecer água nos pavilhões.
Æ Providência de conserto do motor de água.
Æ Doação de gás para a cozinha e alimentos.
Æ Doação de geladeira para um pavilhão.
Æ Doação de material de higiene, medicamentos, roupa usada, material para artesanato, bola de futebol, etc.
Æ Feira com material produzido pelos presos, dia 04/07
Æ Participação na (I Feira Sociocultural de Manicoré)
Æ Barraca da Pastoral Carcerária nos festejos de Nossa Senhora das Dores.

Não conseguimos :
Ä Realizar as visitas à Delegacia e as famílias dos presos;
Ä Promover encontros de formação com a equipe de atuação, envolvendo outras pessoas que se identificam com essa pastoral;
Ä Relatar por escrito ou verbal a situação da delegacia e presídio junto ao poder executivo e judiciário;
Ä Dialogar com outras pastorais e organizações sociais, tentando somar forças na luta pelo bem comum, não só dos presos como de toda a população manicoreense;
Ä Reunir e acompanhar os ex-presidiários, evitando assim novas recaídas;


Pretendemos realizar:
è Palestras e testemunho nas Escolas e Comunidades da periferia;
è Palestras e testemunho nas Comunidades ribeirinhas do interior;
è Palestras para os presos sobre saúde, higiene, espaço físico;
è Atendimento individual aos presos que desejarem: espaço para escuta e apoio psicológico;
è Preparação de espaço para horta dentro do presídio, feita pelos presos;
è Visitas às famílias dos presos e vítimas;
è Acompanhamento dos egressos que moram em Manicoré em vista de ajudá-los num processo de serena reinserção da vida na sociedade e na Igreja.
è Parcerias com a Pastoral Familiar, órgãos públicos, judiciário e instituições.
è Atividades físicas para os presos com a orientação de um profissional de Educação Física;
è Aulas de alfabetização e reforço de aprendizagem por um (a) voluntário (a).
è Aulas de artesanato utilizando material de reciclagem.
è Encontros de formação e capacitação para agentes, colaboradores e pessoas interessadas e um retiro;
è Encontros abertos com a participação de todas as comunidades e o povo em geral, tendo como assessoria o poder judiciário, para esclarecer as situações inerentes à justiça de Manicoré.


Assembleia da CRB – Porto Velho
Aconteceu no Centro Arquidiocesano de Pastoral, em Porto Velho-RO, nos dias 23 a 26 de setembro. Esta Assembleia teve como objetivo principal o repasse da XXII AGE (Assembléia Geral Eletiva), buscando concretizar na Regional as orientações traçadas pela Assembleia de Brasília.
Ir. Lourdes participou com representante da Comunidade e pode conhecer mais de perto a Vida Religiosa presente neste recanto da Amazônia.
Durante a Assembleia, fizemos memória do martírio Irmã Cleusa Carolina Rody Coelho, da Congregação das Irmãs Missionárias Agostinianas Recoletas,  martirizada em Lábria-AM, na defesa da paz e das terras indígenas no dia 28 de abril de 1985. A Abertura do processo de canonização no dia 02/06/1991, em Vitória-Espírito Santo.
Outro missionário Comboniano,  Padre Ezequiel Ramin, assassinado em 24 de julho de 1985 (25 anos em 2010), a mando de latifundiário, durante a missão de paz a favor de trabalhadores rurais, em Cacoal, Rondônia.  João Paulo II se referiu ao jovem missionário italiano como “TESTEMUNHA DA CARIDADE DE CRISTO”.

PALAVRAS DE Pe. EZEQUIEL
Assumi o compromisso de procurar as pessoas que precisam de mim. “Existem, hoje, marginalizados e esquecidos, nas penitenciárias, nos hospitais, asilos, reformatórios, barracos, nas calçadas e debaixo dos viadutos das grandes cidades. São os excluídos da sociedade e da vida. Como se pode ficar indiferente diante de tamanha dor do ser humano?” “Se Cristo quer servir-se de mim, não posso recusar-me.” Essas palavras foram escritas e, sobretudo, vividas por Ezequiel.
Lembrar nossos mártires é uma maneira de fazer-lhes justiça e também de lutar pelos ideais pelos quais deram testemunho com a própria vida.

Prioridades 2010 à 2013 - Regional Porto Velho
1.      Intensificar o sentido profundo da VRC na Amazônia
  • mediante a escuta da Palavra de Deus, a oração encarnada,
  • a contemplação sapiencial da realidade,  o ser discípulo e missionário,
  • a convivência e a comunhão como Irmãos e Irmãs com toda a criação.
2.      Avivar a dimensão profético-missionária da VRC na Amazônia
  • descobrindo as novas periferias e fronteiras;  intensificando a opção pelos empobrecidos;
  • tendo uma postura crítica face aos novos projetos sociais, políticos, econômicos, ambientais e religiosos que não contemplam a defesa da vida mais frágil em suas manifestações humanas e da natureza.
3.      Qualificar as relações na VRC em seu espaço de inserção
  • dialogando com as diferenças pessoais, culturais, étnicas, religiosas, geracionais e de gênero;
  • dando especial ênfase à realidade juvenil, intensificando a presença e ação criativa junto às juventudes.
A.M.D.G.